segunda-feira, 21 de abril de 2014

Olha para mim amor...


Olha para mim, amor, olha para mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.



Florbela Espanca



Aprendi que o amor é....

“Aprendi que o amor é feito de liberdade.
É como ter todos os dias outras opções, e ainda assim fazer a mesma escolha.”


Edson da Silva



Se não fosse amor...

"Se não fosse amor eu já teria desistido de nós. 
Não haveria planos, nem vontades, nem ciúmes, nem coração magoado. 
Se não fosse amor, não haveria desejo, nem o medo da solidão. 
Se não fosse amor não haveria saudade, nem o meu pensamento o tempo todo em você."


Caio Fernando Abreu


domingo, 20 de abril de 2014

Se esse amor ficar ....

Se esse amor ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor, vai se gastar

Se eu te amo e tu me amas
E um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar

Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais

O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar


Raul Seixas




Tirei da minha mente....


Tirei da minha mente

uma bela poesia,
que falava do Amor!
Amor ingênuo..
mas sincero.
Amor louco...
mas sensato.
Que escurece a mente..
mas ilumina o coração.
Absurdamente grande...
mas cabe no peito.
Simplesmete amor...
Inexplicável....
mas compreenssivel


Itamar Sarto




Tem gente que...

Tem gente que ilumina o caminho, que faz brotar flores em corações cansados, 
que transforma os medos bobos em coragens absurdas, 
que preenche o vazio e que faz da realidade o nosso melhor conto de fadas.


Tati Zanella



Autopsicografia

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fernando Pessoa



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